Combate japonês contra cyber crimes

06/07/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)

japan-armyO ori­ente está se desen­vol­vendo rap­i­da­mente e mais rap­i­da­mente ainda quando se fala do ponto de vista do comér­cio e tec­nolo­gia, tanto que seus meios dig­i­tais estão pas­sando para o oci­dente.
Como resul­tado, cyber crimes está alcançando seu pico no Japão e eles tiveram que começar uma ação rig­orosa para coibir crimes na inter­net.

É uma oper­ação de grande escala para ten­tar desco­brir crimes na inter­net que até alguns anos atrás pare­cia ser incon­trolável.

Assim, a polí­cia japonesa está con­ferindo e-​mails e procu­rando por cri­adores de vírus e quem os difundi, inva­sores de sis­temas, quem comete roubo de dados e quem viola os dire­itos autorais.

Desde 2001 tem crescido con­stan­te­mente o número de prisões,  no ano pas­sado foram pre­sas 116 pes­soas…
…por invasões de sistemas.

Mas até agora, a situ­ação está de fato ficando cada vez pior, espe­cial­mente falando de ataques a ban­cos de dados dig­i­tais: A poucos meses  por exem­plo  dois dos prin­ci­pais prove­dores de tele­co­mu­ni­cação sofr­eram per­das enormes por causa de invasões por crack­ers.

A divisão de finan­ceira da NTT, o prove­dor de tele­co­mu­ni­cação mais impor­tante do Japão foi ata­cado e 30.000 usuários tiveram detal­hes pes­soais rou­ba­dos. Dados estes usa­dos para roubar din­heiro, um roubo de aprox­i­mada­mente 3 mil­hões de iene (mais que € 21.000), dos seus cartões de crédito.

Um inci­dente até mesmo pior acon­te­ceu a KDDI cujo banco de dados foi inva­dido e mais de 4 mil­hões de dados de usuários foram “trafi­ca­dos” via inter­net.

O outro “alvo” da polí­cia japonesa con­tra cyber crimes, é con­sid­erar autores de soft­wares para com­par­til­hamento de arquivos crim­i­nosos pois vio­lam os dire­itos autorais das obras que são dis­tribuí­das por estes soft­wares, como Isamu Kaneko, o autor de Winny.

Um japonês muito famoso pela cri­ação de um soft­ware peer-​to-​peer, foi acu­sado de cyber pirataria por enco­ra­jar e de con­spirar para infringir dire­ito autorais. A ten­ta­tiva da polí­cia japonesa é o primeiro caso de incrim­i­nação for­mal do pro­gra­mador de um soft­ware para seu uso ile­gal por out­ras pes­soas. Se con­de­nado, ele terá uma pena de no máx­imo três anos em prisão.

’Winny’ ou ‘WinNY’ é mod­e­lado na arquite­tura de soft­ware para “Inter­net livre” e com seu custo barato, grande efe­tivi­dade e alta­mente de natureza amigável se tornou um estouro ime­di­ato no Japão com mil­hões de usuários que usa ele entu­si­as­ti­ca­mente.

Mas o lado ruim deste soft­ware como out­ros de p2p, é que são bas­tante fáceis se arriscar, real­mente isto ocor­reu em março de 2006 quando um worm chamou ‘Antinny’ — que especi­fi­ca­mente foi cri­ado para Winny — provo­cou vários inci­dentes.

Além disso, até mesmo se é proibido em locais de tra­balho, pois o uso extenso de Winny sem pro­teção ade­quada pode­ria rep­re­sen­tar um real perigo para com­pan­hias.

Ainda mais porque é comum entre pes­soas japone­sas levarem seus tra­bal­hos para casa, e se eles têm Winny insta­l­ado nos seus com­puta­dores pes­soais e colo­carem infor­mações nas quais eles estão tra­bal­hando, provavel­mente será exposta e perigosa­mente assumem este com­pro­misso, como acon­te­ceu em 2005 quando um vaza­mento em um com­puta­dor onde o Winny foi insta­l­ado, per­mi­tiu o roubo de dados secre­tos de insta­lações elétri­cas nucleares japonesas.


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