Escanear ou não e-mails? Este é o problema!

05/07/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)

domandaEscanear e-​mails atrás de ima­gens ile­gais poder ser uma arma poderosa para pre­venir algum tipo de abuso con­tra as cri­anças, mas por outro lado rep­re­sen­tará uma intro­mis­são no dire­ito de pri­vaci­dade da pes­soa e pode não ser tão efe­tivo quanto parece.
Agora, quando você envia um e-​mail, atrav­essa uma série de com­puta­dores antes de chegar a seu des­tino final. 

Esses com­puta­dores são prin­ci­pal­mente uti­liza­dos por prove­dores de Inter­net que podem con­ferir e-​mails e anexos facil­mente.
De fato, prove­dores con­stan­te­mente usam eles para con­tro­lar con­teú­dos de e-​mail nor­mal­mente para procu­rar spams, vírus ou fer­ra­men­tas mali­ciosas que podem ser car­regadas através seus e-​mails.
Mas de acordo com essas com­pan­hias que uniu um tipo de Coal­izão de “Tec­nolo­gia” com o Cen­tro Nacional do EUA para Per­das e Explo­ração de Cri­anças (NCMEC), dis­seram que é necessário uma inspeção mais a fundo do con­teúdo dos e-​mails…

Assim, AOL, Yahoo, Microsoft, Earth­Link e United Online estão colab­o­rando para criar um banco de dados das ima­gens de abu­sos de cri­anças para criar uma impressão dig­i­tal e per­mi­tir desco­brir mais rápido e mais efe­ti­va­mente os e-​mails que car­regam esta estas fotos.

Não só e-​mail mas tam­bém redes peer-​to-​peer, sites de men­sagens e web­sites tam­bém serão escanea­dos. O suposto prob­lema é o que prove­dores fazem se eles acham ima­gens ile­gais.
Chamar a polí­cia não pode ser o bas­tante, neces­si­tará de uma ação coor­de­nada.
O con­gresso está con­siderando o assunto mas uma parte muito pequena da verba do gov­erno amer­i­cano foi des­ti­nada a isto.

Como o BBC infor­mou sem­ana pas­sada, Ver­non Coaker, sub­se­cretário par­la­men­tar no escritório de casa, um assunto semel­hante foi dis­cu­tido através do Par­la­mento britânico onde MPs con­tado que o gov­erno esper­ava isso “até o final de 2007″, que todos os ISPs que ofer­ece conec­tivi­dade de inter­net e broad­band para o Reino Unido e o público em geral  adotem medi­das téc­ni­cas que previnam que seus clientes ten­ham acesso a web­sites que con­tenham ima­gens ile­gais de abu­sos de cri­anças, as quais serão iden­ti­fi­cadas pelo IWF (nter­net Watch Foun­da­tion).

Na dis­cussão foi resolvido que se eles não fiz­erem isto vol­un­tari­a­mente, eles serão força­dos através de lei.
A coisa inter­es­sante é que o IWF tem um hot­line para pes­soas infor­mar ima­gens de abu­sos de cri­anças, isso coopera dire­ta­mente com a polí­cia e isso pro­por­ciona ajuda para ser cri­ada uma lista atu­al­izada de web­sites com con­tenham matérias ile­gais.
Os ISPs então podem ver­i­ficar se seus clientes pos­suem sites com con­teúdo ile­gal, emb­ora na maio­ria das vezes nem se quer avisam que a página con­tinha con­teúdo abu­sivo ape­nas deixam uma página de “Não encon­trado” (erro 404).

O método é bom? Claro que sim!
Resolve o prob­lema? Claro que não!

O dilema em se não restringir os lim­ites da inter­net é tão velho quanto a própria rede, mas agora está entre nós ter que escol­her­mos entre liber­dade irrestrita ou cri­anças pro­te­gi­das..
Mas a solução até agora não está nos con­ven­cendo e esta­mos arriscando a renun­ciar em vão a liber­dade. 
Meditem, o dilema está aberto e a resposta entre nós!


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