Nada de hacking! Eu sou Britânico!
28/06/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)
Os limites para a guerra contra crimes de computador estão se alargando cada vez mais: Ontem a revista on-line ZDnet UK tratou de criticar o Lorde Northesk, um sócio conservador inglês da Câmara dos Lordes, que enviou ao governo do Reino Unido às mudanças que deverão ser adotadas para renovar as normas para abusos realizados com computador. De acordo com o Lorde Northest, as leis que foram aprovadas em 1990, necessitam agora de uma atualização, mas as propostas apresentadas para serem debatidas prevêem além das punições para os criminosos do cyber espaço como também para aqueles que tentaram utilizar as técnicas necessárias para identificar estes problemas e ou desenvolver algum software para este fim. No que diz respeito, aos oponentes para as novas medidas é a Seção 41 desta lei que emendaria o CMA incluir uma nova punição para quem “fabricar, provêr ou obtér artigos para usar para analisar computadores”…
Leia-se: Uma pessoa será culpada de um crime se ele fizer, adaptar materiais ou oferecer e/ou providenciar qualquer artigo para:
(a) pretendendo usar para cometer, ou ajudar a cometer, um crime sobre a seção 1 ou 3 (do Código de crimes de computador); ou
(b) acreditando que é provável que seja utilizada para efetuar qualquer tipo de crime na internet.
A parte (b) foi criticada particularmente porque não tem enfoque na intenção de quem está atrás do uso de uma ferramenta digital, mas considera isto como um potencial crime que poderá ser confundido facilmente com uso de uma ferramenta legitima. Por exemplo esses softwares confeririam a confiança de sistemas de segurança podendo ser usados ambos para ganhar acesso sem autorização em outros computadores etc… Serão eles considerados ilegais? Mas se eles serão proibidos como a confiabilidade destes Sistemas será analisada?
Pela proposta todos serão considerados criminosos. Então, a proposta do Lorde Northesk é cancelar aquele parágrafo, e introduzir o conceito de ataques de computadores. Isto salvaguardariam investigações policias em análises forenses em computadores, e permitirá todas atividades para apontar, descobrir e/ou prevenir cyber crimes. Além disso ele está promovendo uma mudança na Cláusula 39, afirmando que cavalos de Tróia (Trojan Horse) deveriam ser cobertos pela lei. Deste modo, esses vermes que inundam computadores ao redor do mundo seriam usados como uma arma legal na mão da policia.
Não parece meio ilógico? Não soa estranho?
A guerra para cyber crimes tem que ser dura, mas algumas pessoas podem justificar o uso “livre” de ferramentas maliciosas através de instituições governativas? Nós sentimos desconfortavelmente preocupados… especialmente considerando que os mesmos tópicos serão debatidos logo pela Comissão européia. Realmente de acordo com o texto oficial do CMA, Oficiais europeus estão planejando este “tipo novo de utensílio para verificar certos computadores”.
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