Erro da Polícia australiana expõe dados de investigações

29/06/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)

australian_flagUm cartão de memória per­dido por um ofi­cial da poli­cia aus­traliana onde con­tinha uma inves­ti­gação inter­na­cional de phis­ing ataques efe­t­u­a­dos pela máfia russa. Como resul­tado desta falha, detal­hes pes­soais de 3500 cor­ren­tis­tas de 18 ban­cos, inclu­sive nomes e números de conta se perderam.
A respon­s­abil­i­dade deste erro sério, é do AHTCC (Cen­tro de Crimes Tec­nológi­cos aus­traliano) que perderam um dos­siê dos com­puta­dores usa­dos para efe­t­uar phis­ing ataques pela máfia russa.
O assunto da perda destas infor­mações rep­re­senta uma ameaça enorme para ambos os lados, para usuários de banco cujos dados estão expos­tos, e para o time inter­na­cional da poli­cia que estava inves­ti­gando este caso, pois agora toda a oper­ação está per­dida pelo vaza­mento destas infor­mações.

Os doc­u­men­tos foram per­di­dos em uma viagem ofi­cial para Lon­dres onde iriam fazer um resumo de ativi­dades exe­cu­tadas pela força poli­cial, e ape­sar da grande procura em Sid­ney, Cin­ga­pura e aero­por­tos de Lon­dres, os arquivos não foram encon­tra­dos…

O ofi­cial respon­sável pela perda, não só que­brou várias regras em trans­portar infor­mações sig­ilosas, mas ele tam­bém é cul­pado de perder outro cartão con­tendo infor­mações impor­tantes sobre o AHTCC

O aspecto sur­preen­dente desta história é que os cor­ren­tis­tas que foram as primeiras víti­mas da quadrilha de phis­ing scam, além de terem seu din­heiro rou­bado agora se deparam com todas as infor­mações de suas con­tas expostas.
E o pior é que não foi os ban­cos que ten­taram escon­der está história mas o próprio Cen­tro de Crime Tec­nológico da Austrália. 

Ofi­cial­mente, a razão era que eles não que­riam aler­tar os crim­i­nosos sobre o arquivo per­dido, segundo infor­mou o dire­tor de AHTCC Kevin Zuc­caro, ele disse que os cor­ren­tis­tas envolvi­dos com a fraude terão todas as infor­mações do caso e que os frau­dadores con­tin­uam sobre vigilância.

Mas de acordo com a revista aus­traliana, que primeiro pub­li­cou as notí­cias, que novas fraudes não é o pior e dis­seram que o dos­siê per­dido entre o Sid­ney e Lon­dres era o resul­tado de uma inves­ti­gação crim­i­nal inter­na­cional longa e com­pli­cada, e incluiu os nomes de teste­munha e sus­peita ambos na Aus­trália e da Europa ori­en­tal, e os detal­hes de 5600 transações de cor­ren­tis­tas fraud­u­len­tos, são infor­ma­dos códi­gos inter­nos de insti­tu­ições bancárias, con­tas bancárias e números das fil­i­ais de bancos.

Isto será um grande prob­lema para eles resolverem…


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