Sorria a NSA está espionando você (Talvez até sua família)
14/06/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)
A web 2.0, a nova geração de serviços de internet que representam uma meta deslumbrante para surfar na rede, mas é um poderoso instrumento nas mãos de Inteligência americana para localizar e arquivar dados privados.
Isso é a colocação que saiu em um artigo publicado em The New Scientist onde o papel de bancos de dados digitais e a implicação de esparramar dados pessoais on-line é extremamente detalhado.
Mas o que tem de novo?
Não há nada novo nas tentativas para perfilar os perfis dos cidadãos e suas tendências, especialmente para agências governativas americanas: Nós adquirimos uma pista sobre isso desde o escândalo em companhias de telecomunicação que provêem dados de seus usuários para a NSA, ou desde que nós lemos o “plano secreto” do Governo do E.U.A. para enfrentar terrorismo monitorando os telefonemas de pessoas comuns.
O aspecto novo é que o NSA está agora interessado em alguns dos serviços que caracterizam a web 2.0: Redes sociais como myspace.com são uma fonte sem fim de dados onde corretamente pesquisados, podem ser juntadas profissão, orientação sexual e política, e dados mais pessoais facilmente.
São combinados estes dados então com informações obtidas em compras, registros de telefones móveis para localizar os movimentos da pessoa, transações financeiras, competências, habilidades especiais por exemplo ser ou não piloto de uma aeronave (tenham medo eu tenho uma licença de vôo e eu adquiri isto no E.U.A.!)…
O problema realmente é aquele dos efeitos colaterais de web 2.0, a Internet como plataforma padronizada, o problema é que todos nós deixamos rastros no cyber-espaço, em qualquer site que nós visitamos.
De qualquer maneira, até agora, nossa perícia digital não pôde permitir a varredura destes tipos diferentes de dados que são coletadas nesta base de dados porque o instrumento que nós temos a nossa disposição não pode apoiar ainda estes formatos diferentes.
Mas tecnologia de Rede Semântica foi projetada para derrubar alguma incompatibilidade estrutural, de forma que, com isto a criação de uma cadeia de referências permitiria a criação de um banco de dados enorme onde pré-organizandos seus parâmetros seria a chave para extrapolar tipos sociais e as pessoas que tivessem ali cadastradas. Correlacionando e analisando de acordo com as características deles/delas ou para as atividades que eles seriam efetivamente capazes de realizar se tornaria um instrumento poderoso de controle.
O dispositivo tecnológico que apoiará tais atividades é a Armação de Descrição de Recurso (RDF) e trabalha dando a qualquer tipo de dado uma referência única, predefinida, etiquetada e ambígua.
A introdução de tal sistema nos faz lembrar do projeto da TIA (Consciência de Informação Total), um protocolo introduzido pela inteligência americana que contou com colaboração mútua entre empresas de telecomunicações, comércio, saúde e estruturas governativas que teriam compartilhado dados em um banco de dados da população norte-americana inteira.
Ajudas financeiras para TIA não foram aprovadas e as pessoas poderão continuar pensando que sua privacidade estará segura.
Mas agora algo mudou e o que nós podemos fazer é pouco, mas quando ficar on-line e tiver que fornecer seus dados pessoais não se esqueça deste conselho antes de escrever qualquer coisa: MINTA, MINTA, E MINTA!
Share this content:





