Espião preso por venda de dados sigilosos para a China

27/11/2006 Written by Alberto Redi (HalfMoon)

story.china.spyPela segunda vez este ano, a China está envolvida em um caso de espi­onagem inter­na­cional con­tra o EUA. Após o caso dos dois irmãos Chi­ne­ses que foram pre­sos em Los Ange­les por serem sus­peitos de estarem pas­sando infor­mações sec­re­tas de armas Amer­i­canas, um homem foi preso no Havaí por estar vendendo infor­mações ao Serviço Secreto Chinês.

Como infor­mado pelo Wash­ing­ton Times, um homem Indi­ano con­hecido como Noshir S. Gowa­dia foi indi­ci­ado por espi­onagem fed­eral no Havaí. De acordo com o processo, que se tornou público recen­te­mente, ele estava vendendo para a China infor­mações detal­hadas das tec­nolo­gias usadas para o desen­volvi­mento dos motores dos bom­bardeiros B2.
B2 é con­sid­er­ado pelo Pen­tá­gono como a “arma chave” e ofi­cial­mente é con­sid­er­ado o alvo preferido na busca de infor­mações pela Inteligên­cia Chinesa… O Sr. Gowa­dia tra­bal­hou por 21 anos, de 1968 até 1989, no pro­grama secreto de desen­volvi­mento do B2, e depois aju­dou em sua con­strução e envolveu-​se com as pesquisas e os mís­seis usa­dos pela aeron­ave. Com este envolvi­mento todo, ele obteve um extra­ordinário con­hec­i­mento e usou-​o para suas ativi­dades ilegais.
O indi­ci­a­mento do Sr. Gowa­dia está focando no fato dele aju­dar a China a desen­volver um sis­tema anti-​radar invisível e um sis­tema de abafa­mento de ruí­dos de motores de mís­seis de cruzeiro, como os doc­u­men­tos com­pro­varam que ele não ape­nas vendeu infor­mações tec­nológ­i­cas do EUA, mas até mesmo prestou assistên­cia téc­nica para o desen­volvi­mento das armas Chi­ne­sas, mod­i­f­i­cando e tes­tando novas armas.

Os negó­cios real­iza­dos pelo Sr. Gowa­dia, não se lim­i­tou ape­nas com a China, pois parece que entre 20022004 ele enviou e-​mails para Israel, Ale­manha, e Suíça con­tendo dados “secre­tos” ou “ultra-​secretos”, sobre as tec­nolo­gias que os EUA pre­tende usar no TH-​98 Euro­copter e para aviões com­er­ci­ais estrangeiros, e muitas infor­mações sobre aviões mil­itares Amer­i­canos foram encon­tradas em seu computador.

Os inves­ti­gadores desco­bri­ram que ele fez no mín­imo seis via­gens à China entre 20022005 e rece­beu algo em torno de dois mil­hões de dólares, os quais ele man­tém em con­tas em ban­cos estrangeiros.
Suas ativi­dades serão ras­treadas até 1999 que é o ano que se acred­ita que ele começou a vender infor­mações clas­si­fi­cadas do para aprox­i­mada­mente 8 paises diferentes.

De acordo com o processo o Sr. Gowa­dia teve colab­o­ração de dois out­ros homens para vender estas tec­nolo­gias, Tommy Wong e Henry Nyo.
O Sr. Wong foi iden­ti­fi­cado como um ofi­cial do Bureau Chinês de Espe­cial­is­tas Estrangeiros, e ele concentra-​se em estu­dar novas tec­nolo­gias para mel­ho­rar os equipa­men­tos mil­itares Chi­ne­ses prin­ci­pal­mente mís­seis e aviões de guerra.

Em um indi­ci­a­mento for­mal feito em Novem­bro de 2005, o Sr. Gowa­dia já havia sido acu­sado de vazar infor­mações clas­si­fi­cadas para inúmeros paises, e neste caso ele admi­tiu que vazou tais infor­mações para “aju­dar estes paises para realizar seus futuros pro­je­tos de pro­teções das aeron­aves”, e agora ele se diz inocente de todas as acusações.

O jul­ga­mento foi mar­cado para Julho e ele terá quase sete meses para preparar sua defesa e uma boa estraté­gia para per­suadir o júri sobre sua inocência.

 

 


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