Medo digital

10/10/2006 Written by Roberto Preatoni (SyS64738)

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Um número cres­cente de Britâni­cos con­fes­saram ter medo de crimes cibernéti­cos mais do que qual­quer outra agressão física.

Este é o resul­tado de uma pesquisa pub­li­cada pela BBC, que teve o foco em como a inter­net está dom­i­nando a vida de parte da pop­u­lação e trazendo até mesmo um medo inconsciente.

De acordo com um estudo da Get Safe Online, somente 16% dos entre­vis­ta­dos declararam medo de rou­bos (e sim­i­lares), onde 21% destes admi­ti­ram sen­ti­ram mais risco de crimes da internet…

Esta por­cent­agem não parece ser tão alta se con­sid­er­ar­mos a fre­qüên­cia dos cyber ataques, que de acordo com as inves­ti­gações lid­er­adas por insti­tu­ições gov­er­na­men­tais, podem acon­te­cer a cada 15 minutos.

Como desta­cado por pesquisadores, pes­soas com medo sobre cyber crimes são um dos prob­le­mas que afe­tam ambos, usuários domés­ti­cos e grandes empre­sas: Onde fal­tam infor­mações cor­re­tas de como pre­venir e como lidar com cyber problemas.

Este é o porque que a Get Safe Online, começou um tour nacional para aju­dar pes­soas sem con­hec­i­mento básico em segu­rança IT, de como usar e atu­alizar soft­wares antivírus e anti-​spywares, e de como perce­ber e lidar com um prob­lema virtual.

Saber sobre a importân­cia da segu­rança de infor­mação, pode ser demon­strada diari­a­mente, como por exem­plo, na Inglaterra onde mais de $13 bil­hões foram gas­tos em com­pras on-​line nos primeiros 6 meses de 2006, e 18% dos usuários não gostam e nem chegam perto deste tipo de ven­das por quê sim­ples­mente têm hor­ror a fraudes on-​line;

Isto pode ser com­preen­dido desde que pesquisadores provaram que 86% dos alvos deste ataques são usuários domés­ti­cos, mas o para­doxo é que a maio­ria deles não segue os pas­sos bási­cos quando estão na inter­net: 17% não tem antivírus, 22% não usam fire­wall, e o mais impres­sio­n­ante 23% abrem anexos de e-​mail vin­dos de pes­soas desconhecidas.

Estes riscos não são ape­nas con­tra os dados de usuários domés­ti­cos, cer­ta­mente no tra­balho estas irre­spon­s­abil­i­dades que é facil­mente encon­trada em muitas empre­sas que não cuidam da segu­rança com­bi­nada com fun­cionários desav­isa­dos, pode causar sérios vaza­mento de infor­mações e uma gigan­tesca perda de dados.

O ponto chave é, obvi­a­mente na infor­mação, mas os usuários no geral admitem não lutar con­tra poten­ci­ais riscos dig­i­tais, e até mostram uma certa resistên­cia para manterem-​se atu­al­iza­dos sobre estes prob­le­mas; Isto está levando algu­mas com­pan­hias a ado­tar estraté­gias alter­na­ti­vas para imple­men­tar out­ros méto­dos de segu­rança, ou ao menos tentando.

As soluções da Microsoft pare­cem estar baseadas em colab­o­rações com os hack­ers, e como eles olham para isto, como acon­te­ceu na última Hack in The Box, onde teve a pre­sença de altos fun­cionários da empresa .

Como declarou a chefe do pro­grama de segu­rança da Microsoft Sarah Blankinship.

Nós esta­mos pre­sentes em con­fer­ên­cias como Hack in The Box para nos enga­jar com a comu­nidade de pesquisadores de segu­rança, para apro­fun­dar nosso rela­ciona­mento, para com­preen­der novas tec­nolo­gias, novas fer­ra­men­tas e metodolo­gias, e para aju­dar nos­sos pro­du­tos a serem mais seguros para nos­sos consumidores”.

Mas admitindo que esta colab­o­ração seria pos­sível, ela seria o bastante?

A difi­cul­dade da escolha em ficar esperando acon­te­cer e começar a man­ter as pes­soas informadas…


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