Israel não poderá vencer a guerra

02/08/2006 Written by Roberto Preatoni (SyS64738)

hezbollahDepois que nós pub­li­camos o artigo dos inci­dentes dig­i­tais ocor­ri­dos em vin­gança da invasão israe­lense do Líbano, nós vimos um aumento na quan­tia de vis­i­tas de nosso web­site (que é bas­tante nor­mal quando você é “Slash­doted”). Eu estava lendo entre a enorme quan­ti­dade de comen­tários posta­dos por leitores depois das notí­cias e eu notei que há muita desin­for­mação, ou con­fusão em algu­mas das mentes de nos­sos leitores. Isto é por que eu decidi escr­ever este artigo em puro estilo Zone-​H só se base­ando em fatos.

A recente decisão de Israel para atacar o Líbano e invadir seu ter­ritório é um deja-​vu. O mesmo acon­te­ceu em 1982, quando o Israel decidiu invadir o Líbano porque naquele momento o Líbano estava abri­g­ando a maio­ria das infra-​estruturas dá PLO. Tan­ques israe­lenses invadi­ram o Líbano no 6º dia de junho de 1982 debaixo de uma oper­ação mil­i­tar nomeada “Paz para Galiléa”, autor­izadas pelo primeiro-​ministro Men­achem Begin e super­vi­sion­aram pelo Min­istro da Defesa da época Ariel Sharon.
Os fatos: 

– 6 de junho: começo das oper­ações mil­itares
- 7 de junho: Israel teve con­t­role das cidades Tiro e Nabatiyeh…

- 8 de junho: Israel teve con­t­role de Sidone
– 9 de junho: Israel teve con­t­role de Damour
10 de junho Israel fixa para a fron­teira mil­i­tar 2,5 mil­has de Beirut
 – 11 de junho para 13 de junho: Israel bom­bardeia a área oci­den­tal de Beirut
 – 13 de junho: A. Sharon declarou ao par­la­mento israe­lense que o tra­balho tinha acabado “ 

… mas não tinha.

isrealiwall4Todas as guer­ras admin­istradas por Israel con­tra árabes sem­pre foram guer­ras peque­nas (ini­cial­mente dev­ido ao sen­ti­mento da autode­ter­mi­nação forte que motiva o israe­lense mas recen­te­mente dev­ido à potên­cia de fogo desigual par­cial­mente graças aos 3 bil­hões dólares de EUA dados cada ano pelo gov­erno de EUA), desde quase meio século atrás, parte de qual ainda usa armas fab­ri­cadas nos EUA, inclu­sive as bom­bas de fós­foro usadas na guerra de 1982 e atual (pouco provável recen­te­mente declarou em porta voz da CNN em Israel), inclu­sive os 9 bil­hões de emprés­timo garan­tido para a con­strução da bar­reira de  Oci­den­tal israe­lense: 

  • 1948 Guerra árabe-​israelenses (o Israel con­tra o Egito, Líbano, Tran­sJordão, Síria e Jordão; este é de fato o momento quando o Israel adquiriu o ter­ritório palestino e assina o começo das difi­cul­dades assim todos nós sabe­mos) 
  • 1956 Guerra de Suez tam­bém con­hecida como “Oper­ação Kadesh “. (tenta de nacional­iza­ção da Com­pan­hia do canal de Suez, Israel con­tra o Egito) 
  • 1967 Guerra de seis-​dia. (entre o Israel e os esta­dos árabes per­tos de Egito, Jordão, Iraque, e Síria. Começou quando o Israel lançou um ataque con­tra o Egito) 
  • 1970 guerra de Atrito (Egito que tenta voltar os ter­ritórios de Sinai ocu­pa­dos per­di­dos na guerra de Seis-​dia) 

 

  • 1973 Guerra Yom Kip­pur. Foi lutada de 6 de out­ubro a 26 de out­ubro de 1973, entre Israel e uma coal­izão de nações árabes con­duzi­das pelo Egito e Síria, 

 

  • 1982 Guerra de Líbano tam­bém con­hecida como “Paz para Galiléia”. Começado depois do assas­si­nato do embaix­ador israe­lense pelo Reino Unido. 
  • 1987 – 1990 primeira Intifada. 
  • 19901 Guerra de golfo.

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Enten­der mel­hor o que nós esta­mos teste­munhando hoje, nós dev­eríamos enfo­car na guerra do Líbano de 1982. Depois do ataque ini­cial em

junho, quando o 20º pres­i­dente Rea­gan decidiu sus­pender o envio de bom­bas de fós­foro para Israel. Mais tarde, 23 de junho o Secretário  de Estado amer­i­cano Alexan­der Haig resig­nou o que o Secretário Estado ante­rior o Henry Kissinger declarou que nen­hum estado sober­ano tal o Líbano, pode­ria tol­erar uma força de invasão (os israe­lenses) qual âmbito era a aniquilação de Líbano. No mesmo momento, mil­hares das pes­soas em Tel Aviv demon­straram estar con­tra a ocu­pação do Líbano. 

A resposta do gov­erno israe­lense veio abrup­ta­mente depois de dois dias quando o Min­istro  de Defesa Ariel Sharon declarou que o “PLO dev­e­ria deixar de exi­s­tir” [assim] enquanto primeiro-​ministro Começa adver­tido ofi­cial­mente o povo libanês: — “Se você se pre­ocupa com sua vida, você dev­e­ria deixar Beirut ime­di­ata­mente, de carro ou cam­in­hando” [assim]. 3 de julho, 100,000 israe­lenses protes­taram nova­mente con­tra o seu próprio gov­erno e sua política de guerra para o Líbano. Temendo uma der­rota pública, começaram a orga­ni­za­ção de um contra-​protesto, forte de 200,000 par­tidários de guerra que anun­ciam que ele estava dando 30 dias de vida aos libane­ses. Em 1º de agosto, o jor­nal inglês que The Times cal­cu­lou que Israel der­rubou 260 toneladas de bomba nos setores oci­den­tais de Beirut; ao mesmo tempo a União soviética anun­ciou um plano para prover armas para Síria. 

A situ­ação estava parada, Israel não pôde ainda realizar qual­quer resul­tado tangível para a “Paz para Galilea”. A escalação da vio­lên­cia alcançou tal nível que uma situ­ação de catástrofe human­itária foi chamada pela ONU e diplo­ma­cia amer­i­cana. Entre 1720 de agosto 800 mariners amer­i­canos, 800 pára-​quedistas france­ses e 400 sol­da­dos ital­ianos (Bersaglieri) chegaram ao Líbano com o intento de pro­te­ger 16,000 com­bat­entes da PLO enquanto deixando Líbano que parte para o Iêmen, Sudão, Argélia e Tunísia. O líder de PLO o Yasser Arafat estava com eles. 

O que estava sendo plane­jado por Israel naquele momento? Israel pen­sou que assi­nando um acordo de paz com o pres­i­dente libanês “em carga de pólvora”, Bashir Gemayel eles pud­eram alcançar um acordo onde o gov­erno libanês recon­hecendo a Israel ofi­cial­mente que pode­ria man­ter uma paz-​estado aceitável. O que eles não con­sid­er­aram era que o Gov­erno libanês nunca teve qual­quer influên­cia em cima de PLO nem em cima de qual­quer mem­bro do PLO Xiitas tradi­cionais se aliam a Síria e Irã. Que fez com que o apoio pequeno de mariners amer­i­canos deix­asse o Líbano e depois o pres­i­dente mod­er­ado libanês foi assas­si­nado por extrem­is­tas rad­i­cais. 

Logo após, com ordem para com­ple­ta­mente limpar do ter­ritório libanês sócios do PLO, e Israel apoiou em setem­bro ’82 uma ação mil­i­tar admin­istrada pelos extrem­is­tas de Maronites Cristãos em Shabra e o refu­giado de Shatila acam­pa­dos, provendo ilu­mi­nação noturna com foguetes de fós­foro. O resul­tado de mas­sacre foi de 3,500 víti­mas e alguns fun­cionários israe­lenses a res­ig­nar (entre os quais estava Ariel Sharon) depois de fortes protestos nas ruas em Tel Aviv. 

A situ­ação era total­mente assum­ida pelo com­pro­misso: Pes­soas libane­sas não sen­tiam segu­rança no seu ter­ritório, a imagem gov­er­na­men­tal de Israel foi debil­i­tada sev­era­mente e os mariners amer­i­canos foram forçadas a voltar em dobro da quan­tia da força de paz man­tida (france­ses e os ital­ianos nunca deixaram o Líbano). Este é o mesmo momento onde o Hezbol­lah (a festa de Alá) adquire seu momento mais forte de pop­u­lar­i­dade. O Hezbol­lah é um Islamita libanês com orga­ni­za­ção xiita e par­tido político, com um braço mil­i­tar e um braço civil. Foi fun­dado ofi­cial­mente nos 16º de fevereiro, 1985 quando Xeque o Ibrahim al-​Amin declarou o man­i­festo do grupo. A pub­li­cação do man­i­festo foi cronome­trada para coin­cidir com o aniver­sário da morte de Ragheb Harb com a pon­taria declar­ada de lutar con­tra a ocu­pação israe­lense no Líbano Merid­ional que durou até 2000. 

Kar­bala que asso­cia Xiitas orig­i­nal­mente (o braço mais fun­da­men­tal­ista do Ummah, a nação árabe), jun­tou
karbalaseu pro­grama ide­ológico do Aya­tol­lah Fad­lal­lah cujos ser­mões enfa­ti­zavam o papel do Imam Hus­sein mar­tyr­dome na batalha de Kar­bala. 

Nós temos que enfo­car nossa atenção para o sig­nifi­cado da batalha de Kar­bala para os Xiitas, como daqui orig­i­nou o ado­tou o con­ceito de reli­gioso e enfa­ti­zou por Aya­tol­lah Khome­ini e mais tarde pelo líder de Hezbol­lah Nashral­lah. O pro­grama político do  Hezbol­lah se con­sis­tiu em três pon­tos: 

– expelir o amer­i­cano, francês e os ali­a­dos deles do ter­ritório do Líbano. Por favor note que os ital­ianos não foram men­ciona­dos sendo eles a única força de paz aceitada por libane­ses do Hezbol­lah por razões históri­cas. Nesta visão, a local­iza­ção de Roma e a medi­ação do gov­erno ital­iano eram de acordo para as con­ver­sas de paz que acon­te­cem por estes dias. 

– trazer a justiça às milí­cias extrem­is­tas que come­teram atro­ci­dades con­tra muçul­manos e  cristãos (isto é o cristão extrem­ista de Maronites que causaram mas­sacre do Sabra e Shatila) 

– per­mi­tir a todas as cri­anças libane­sas escol­her para o seu próprio estilo de vida e para a deter­mi­nação de ego de um gov­erno sat­is­fatório, pos­sivel­mente por um gov­erno islâmico como só um poder gov­er­na­men­tal islâmico possa parar todas as ten­ta­ti­vas de forças de impe­ri­al­ista (isto é o Israel e E.U.A.) invadir o ter­ritório de Líbano. 

Hezbol­lah, começou a rece­ber con­sol­i­dação de dívida flu­tu­ante forte da Síria e Irã. Como isto acon­te­ceu para o movi­mento de Hamas palestino, uma porção dos cap­i­tais foi usada para com­prar armas, e foram usadas out­ras porções para avançar con­stru­indo hos­pi­tais, esco­las como tam­bém apoiar os luta­dores de trem e sus­ten­tar as famílias dos már­tires (350 USD/​month + alo­ja­mento livre e serviço de saúde) e sep­ara para con­struir as infra-​estruturas buro­cráti­cas necessárias. 

nashrallahNashral­lah hoje o Hezbol­lah é o segundo con­tratante pri­vado maior no Líbano e está usando sua folha de paga­mento de 250,000 empre­ga­dos, um décimo de sol­da­dos são rep­re­sen­tantes ofi­ci­ais no Par­la­mento libanês. O líder atual é Sayyed Has­san Nas­ral­lah, um homem que gan­hou pop­u­lar­i­dade ini­cial­mente entre Xiitas mas depois tam­bém entre os cristãos e Suni­tas dev­ido à coerên­cia dele e as cam­pan­has dele de inte­gri­dade moral apon­tou para des­man­te­lar as lin­has cor­romp­i­das de poder no gov­erno libanês (quase a mesma razão por que Tal­ibans rece­beram boas-​vindas ini­cial­mente por Afe­gan­istão…). 

A pop­u­lar­i­dade dele alcançada o topo depois do filho dele mor­reu em uma oper­ação mil­i­tar con­tra o Israel e depois que ele obtivesse o lança­mento repeti­da­mente de vários político e pri­sioneiro de guerra dos acam­pa­men­tos de prisão israe­lenses. Só lhe dar uma idéia do a pop­u­lar­i­dade de Nas­ral­lah no Líbano, 200,000 pes­soas assi­s­ti­ram o enterro do filho dele, mais de 10 vezes as pes­soas assi­s­ti­ram o enterro do Papa João Paulo 2°. 

… e aqui nós vimos aos tópi­cos quentes.

A guerra que nós esta­mos teste­munhando hoje foi apoiada pelo Israel com a expli­cação que está em vin­gança do seqüe­stro de um sol­dado israe­lenses que estava patrul­hando a fron­teira, por quê “o Israel não aceita com­pro­mis­sos e não aban­dona seus sol­da­dos”. é falso. Sol­da­dos israe­lenses seqüestra­dos e os civis foram uma prática comum do Hezbol­lah desde 1982. Algu­mas vezes não tra­bal­hou mas a maio­ria das vezes o Israel foi forçado a lançar o pri­sioneiro de guerra para obter a troca de reféns: em out­ubro 2000 Hezbol­lah seqüe­strou três sol­da­dos israe­lenses na fron­teira libanesa e exigiu o lib­er­tação de pri­sioneiros árabes pre­sos por Israel; 2004 Israel lib­er­tou quase 500 pri­sioneiros palesti­nos e libane­ses em troca de um homem de negó­cios israe­lenses seqüestrado e os cor­pos de out­ros qua­tro seqüestra­dos em janeiro e assas­si­na­dos por sol­da­dos. 

Enten­der mel­hor a política israe­lense para seleção de pri­sioneiro de guerra e retenção e o sen­ti­mentosacco-palestine.gif muçul­mano cor­re­spon­dido para o assunto, eu mesmo sugiro uma reserva: Pales­tine por José Sacco. Era quase um vence­dor de Pulitzer, feito em forma de livro cômica. 

Este mod­elo demon­strou próspero (87 seqüe­stro na história de Hebol­lah) cau­sando a pop­u­lar­i­dade de Hezbol­lah que eleva dra­mati­ca­mente nos últi­mos 20 anos assim. Tão dra­mati­ca­mente aquele até mesmo se orig­i­nal­mente Hezbol­lah fosse um movi­mento de lib­er­ação xiita, logo jun­tou con­senso até mesmo da comu­nidade Cristã local, espe­cial­mente quando em 1985 eles obtiveram a lib­er­ação da zona amarela das forças israe­lenses (o pior der­rota política e mil­i­tar na história de Israel). 

Con­clusões: o que nós teste­munhamos hoje e as expli­cações são apres­ne­tadas a nós para este con­flito novo lançado por Israel no ter­ritório de Líbano não é con­sis­tente. Hezbol­lah não é um exército que pode ser der­ro­tado com ações mil­itares tradi­cionais. Hezbol­lah como Hamas ou out­ras orga­ni­za­ções “denom­i­nadas de ter­ror­ista” estão usando um modo difer­ente sim­ples­mente para lutar suas batalha (você pode achar legit­i­mas ou não). é chamada “guerra” assimétrica e é o único modo que um exército mal fun­dado pode lutar con­tra um poder mil­i­tar forte. 

Na Itália, teste­munharam eles mes­mos nos anos 1944 – 45 onde os par­tidários ital­ianos usaram as mes­mas táti­cas de guer­rilha para lutar com o exército alemão bem equipado. A per­gunta aqui dev­e­ria ser: por que o Israel quer lutar uma guerra con­tra um inimigo assimétrico que eles sabem que eles nunca poderão der­ro­tar? Der­ro­tar o Hezbol­lah hoje é muito igual der­ro­tar mais libane­ses e palesti­nos que atrairá o ódio do resto da Nação islâmica. 

O pára-​choque da força de paz que é atual­mente em dis­cussão que será provido even­tual­mente por uma artic­u­lação de força inter­na­cional, con­duzirá cer­ta­mente a um banho de sangue para os mes­mos sócios das forças de paz, como acon­te­ceu no pas­sado que eleva o nível de ódio assim entre muçul­manos e eles do resto do mundo. 

Nós real­mente quer­e­mos isto? Ou até mel­hor… ELES real­mente querem isto? 

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