Salvo pelo gongo! (..Mas agora cyber-gongos)

30/07/2006 Written by Roberto Preatoni (SyS64738)

sinoO gov­erno inglês está colo­cando regras sobre cyber-​abusos em esco­las secundárias e de nível supe­rior pelo país para aju­dar os pro­fes­sores, alunos e famil­iares a iden­ti­ficar e pos­sivel­mente evi­tar casos de cyber-​perseguição.

A neces­si­dade para aler­tar as pes­soas sobre este assunto está dev­ido a um fenô­meno cres­cente reg­istrado pela aliança antiperseguição inglesa que levou a cabo uma pesquisa baseada em respostas de 92 cri­anças com idade entre 11 – 16 de 14 esco­las de Lon­dres, como infor­mou a BBC estes dias. Esta pesquisa rev­elou que uma em cada cinco cri­anças sofr­eram algum tipo de perseguição pela inter­net.

O Depar­ta­mento inglês para Edu­cação pediu para empre­sas de tec­nolo­gia con­tribuir à cam­panha cujo primeiro passo pub­licaram um man­ual que tem sug­estões sim­ples para esco­las, alunos e pais se pre­venir cyber-​perseguições e even­tual­mente como lidar com isto… Sug­estões como

  • Esco­las com estraté­gias para lidar com cyber-​perseguições nas políti­cas antiperseguições obri­gatórias para eles.
  • Toda a tec­nolo­gia de comu­ni­cação no local, ou como parte de ativi­dades esco­lares fora local, dev­e­ria ser mon­i­torado e, onde necessário, restringido.

ou 

  • Pais dev­e­riam asse­gu­rar que suas cri­anças enten­dem como usar a tec­nolo­gia seguramente.
  • As pes­soas jovens não dev­e­riam respon­der a e-​mail abu­sivos, men­sagens de texto ou tele­fone­mas, mas sem­pre dev­e­ria falar para um adulto e dev­e­riam con­tatar o prove­dor de serviço deles para serem acon­sel­ha­dos como blo­quear as chamadas, e man­tendo e-​mail e tex­tos como evidência.
  • As pes­soas jovens dev­e­riam man­ter con­ver­sas ape­nas em salas pub­li­cas e não fornecerem infor­mações pes­soais e fotografias.


Estes con­sel­hos pare­cem ser bas­tante vagos, mas eles podem aju­dar bas­tante para pre­venir alguns tipos de abu­sos. Mas eles são um sinal claro de como a Inter­net está influ­en­ciando as vidas de pes­soas, até mesmo neste aspecto que tam­bém foi considerado.

O Min­istro da Edu­cação Jim Knight, obser­vou este ponto declarando que “Nen­huma cri­ança dev­e­ria sofrer perseguição, online ou offline, e nós apoiare­mos esco­las agar­rando crim­i­nosos no cyber-​espaço assim como faze­mos em um play­ground. Toda escola dev­e­ria respon­der por cyber-​perseguições nas políti­cas antiperseguição com­pul­sóri­a­mente, e dev­e­ria entrar em ação e punir logo que acon­teça”. 

A falta de um con­tato direto com a vítima e a pos­si­bil­i­dade para per­manecer anôn­imo, é um incen­tivo adi­cional para jovens ou demais indi­ví­duos que querem abusar de seus cole­gas, pro­fes­sores ou demais mem­bros de seu grupo.

Por isto algu­mas esco­las estão adotando dis­pos­i­tivos tec­nológi­cos para ver­i­ficar estes tipos de abu­sos: Mon­i­tores ou blo­queadores de soft­ware foram insta­l­a­dos para desco­brir qual­quer frase ofen­siva que cir­cula na rede esco­lar, e serviços que per­mitem para os alunos infor­mar abu­sos por texto, estão sendo insta­l­a­dos. 

Mas as maio­r­ias das perseguições são fora das pare­des da escola e ape­sar de medi­das lou­váveis empreen­di­das pelo Depar­ta­mento de Edu­cação será uma briga difí­cil, porque os prob­le­mas para difundir este tipo de con­tra ataque neces­sita de uma colab­o­ração muito maior e mais pro­funda que envolve uma mudança de cul­tura para uma cyber-​cultura pois estas mudanças neces­si­tam ser mais ráp­i­das do que podemos imaginar.


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