A visita de Zone-H na sexta HOPE

27/07/2006 Written by Marcelo Almeida (Vympel)

hopeZone-​h teve a chance para ir na sexta edição da HOPE (Hack­ers On Planet Earth), uma reunião semi-​anual de hack­ers e hack­tivis­tas de todos os can­tos do mundo. Durante 3 dias em apre­sen­ta­dores de Nova Iorque e vol­un­tários para dar con­fer­ên­cia mostram várias téc­ni­cas de hack­ing, não só de com­puta­dores. Hack­ing usa­dos para que­brar qual­quer coisa, engen­haria social, e gram­pos tele­fôni­cos (e as fal­has rela­cionadas a isto).
Foram apre­sen­tadas muitas áreas de tec­nolo­gia.
Se você nunca assis­tiu, não sabe o quê está per­dendo!
Con­fer­ên­cias da HOPE são bas­tante vari­adas em tópi­cos, tem um alcance largo de visões políti­cas e liber­dade, mostras de tec­nolo­gia velha e nova e visões obje­ti­vas per­mitindo serem vis­tas e dis­cu­ti­das... Enquanto não tem o enfoque ape­nas em segu­rança, como a  Def­con ou out­ras ao redor do mundo, a HOPE mostra todo os tipos de tec­nolo­gias e todos os assun­tos apre­sen­ta­dos pela imprenssa.

Na edição da HOPE em 2004, chamou a atenção à pre­sença de Kevin Mit­nick, onde foi seu primeiro lugar público que falou depois dos prob­le­mas legais que teve, e todos como sem­pre prestaram muita atenção na sua palestra. Este ano a expec­ta­tiva dele apare­cer era grande mas no sábado sua namora Darcy, infor­mou que infe­liz­mente ele não pode­ria vir pois estava muito gri­pado.

Começando na sexta-​feira, nos blo­cos da Times Square, havia apre­sen­tações da CCC que dis­cute a cena hacker européia pois na Europa este assunto é dis­cu­tido mais aber­ta­mente que em out­ros paises, e fre­qüen­te­mente coop­eram no ajun­ta­mento das pes­soas com mente e tec­nolo­gia  dis­tin­tas do que nós vemos fre­qüen­te­mente nos EUA (como a prisão de Steve Ram­bam). Richard Stall­man falou sobre soft­ware livre e hack­ers e o movi­mento do Open Source e as exper­iên­cias dele na MIT. Tam­bém havia con­ver­sas inter­es­santes sobre capturas de dados de cartões de RFID implan­ta­dos e as infor­mações con­ti­das no cartão mag­nético usado no metro de NY.

No sábado havia uma boa con­versa “Black Rachet” que falou sobre hack­ing tele­fônico (phreak­ing) e apre­sen­tou uma grande história dos sis­temas tele­fôni­cos aqui nos Esta­dos Unidos, as suas fraque­zas e sobre “as caixas azuis”  e os fun­da­men­tos de phreak­ing rela­ciona­dos. O leg­endário Mark Abene (aka:  Phiber Optik) uma inspi­ração para muitos hack­ers e as mudanças que ocor­reu na lei desde que ele começou suas ativi­dades (esta palestra era ser junto com K. Mit­nick). Ele falou sobre os seg­men­tos mod­er­nos da tal­fo­nia como VOIP e fer­ra­men­tas como Asterix e Freeswitch. Talvez a dis­cussão mais inter­es­sante do dia era esta sobre a Lei de gram­pos tele­fôni­cos. Que foi apre­sen­tada lega­mente só por causa de uma con­cessão for­mal do (NSF), os apre­sen­ta­dores mostraram como é fácil burlar os gram­pos tele­fôni­cos como equipa­men­tos com­pra­dos livre­mente (no e-​Bay e out­ros sites) e demon­straram como inje­tar sinais para pro­duzir fal­has no sis­tema de cap­tura de dados tele­fôni­cos ou alterar o sinal que está sendo cap­turado, inserir fal­sos dígi­tos para despis­tar uma inves­ti­gação. Com esta amostra de burlar os sis­temas de cap­turas de dados obteve êxito demon­strarão que estes dados col­hi­dos de inves­ti­gações crim­i­nais podem ser facil­mente estra­ga­dos tor­nado a inves­ti­gação sem sucesso. 

No fechamento ouve uma palestra de engen­haria social e foi demon­strado ao vivo por Emmanuel Gold­stein, Creshire Cat­a­lyst e out­ros. Como em anos ante­ri­ores lig­aram para vários números tele­fôni­cos de empre­sas e residên­cias para pro­por algum tipo de negó­cio ou col­her dados, o qual fiz­eram com sucesso. Com estas infor­mações mostraram como era fácil que­brar a segu­rança de uma empresa ape­nas com uma con­versa tele­fônica.

No geral todas as palestras foram boas e esta­mos aguardando a próx­ima HOPE em 2008.


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